o lilás representa o mistério, expressa sensação de individualidade e de personalidade, associada à intuição e ao contato com o todo espiritual.
‘gosto das bebidas mais fortes, dos cafés mais amargos, dos venenos mais lentos, do rock n’ roll mais pesado, dos carros mais potentes, das drogas mais poderosas. tenho um apetite voraz.. e os delírios mais loucos.’
Saul Hudson (Slash *-*)
Estações - Colmar Duarte
Vida imita as estações
Ao vê-las em ciclos sempre iguais,
Sempre girando.
Sem pressa ou pausa
O tempo vai passando
Medido pelo sol,
Pelas estrelas.
Nas engrenagens de um relógio eterno:
Primavera, verão, outono, inverno.
Nascer, andar, crescer,
Florir sorrindo
Ao som feliz do canto das cigarras,
Ao sol das esperanças e quimeras
Reviver o espanto
A cada hora.
Pois ser criança
É viver a primavera.
Depois,
não mais conter essa energia
de sol inovador que a tudo aquece;
contestando com clara rebeldia
costumes e vaalores desgastados;
descobrindo o amor
e sendo amado,
eclodindo sementes para as messes.
Com chuvas passageiras,
Ventanias,
Queima o sol de verão
Da mocidade.
Mas muda o tempo
E amaina a tempestade.
O céu é azul,
As nuvens, de algodão;
Há pássaros com asas de silêncio
Revoando sobre a verde imensidade.
Há gorjeios nos ninhos e acalantos
Quando a noite enternece a paz dos campos.
Os dias são mais claros, mais
Tranqüilos;
É suave o vento, não abrasa o sol.
Os arrozais maduram as espigas,
Há trabalho e fartura,
Vinho e pão.
É tempo de aguardar, como as formigas,
Para o rigor dos dias que virão.
Ao desfolhar as ilusões antigas,
Sentir que o futuro já é presente.
Com a certeza da serenidade
Caminhar
Com os filhos pela mão.
O sol de abril
Que já dissipa as sombras
É o sol de outono
Da maturidade!
Então se cala o pássaro cantor;
O céu muda de cor com as neblinas.
As geadas encanecem as manhãs;
São mais longas as noites,
Mais escuras;
Sem cricrilar de grilos nas lonjuras,
Sem o grito de alerta dos tajãs.
Enterraram seus cantos as cigarras.
E não se escutam mais as algazarras
Dos filhos
Que partiram,
Um a um,
Buscando uma razão para viver.
A solidão tem as asas de um anjo
E as mãos de luz
Que sabem abençoar.
Feliz quem vive o tempo de perdoar,
Tempo de olhar com os olhos de saber
E de adoçar a benção de viver.
E assim retornará ao recomeço
O ciclo das chegadas e partidas.
Quem já cumpriu as estações da vida
Já de voltar
na alma das sementes.
Vai o ancião,
Curvado pelo tempo,
Com o neto aprendendo a caminhar.
Se um gastou as forças que tivera,
O outro
Vê a vida começar agora.
É o inverno
Que passa e vai embora
Para que chegue outra primavera!
we’ll play jacks and uno cards, I’ll be your best friend and you’ll be my valentine. yes, you can hold my hand if you want to, ‘cause I wanna hold yours too. we’ll be playmates and lovers, and share our secret worlds.
fairy tales don’t always have a happy ending, do they? and I foresee the dark ahead if I stay..
